terça-feira, 6 de maio de 2008
segunda-feira, 5 de maio de 2008
sexta-feira, 2 de maio de 2008
Entraste depressa na noite escura...
LM
quarta-feira, 30 de abril de 2008
terça-feira, 29 de abril de 2008
domingo, 27 de abril de 2008
quinta-feira, 24 de abril de 2008
Não, não vale a pena.
Hoje dei-me a encaixar as insónias nas tuas palavras. Uma opulenta moldura, enfeitada de luxúria e acaso. Não concordas? Andei pelos teus dotes de escrita, que embaçam uma aspirante como eu. Ri-me das correcções às minhas falhas repetidas, repetidas, repetidas, e das desculpas precipitadas pela distância. Dos azedumes sempre que me largavas e dos prantos sempre que eu desistia. Do tempo em que nos conhecemos sem nos vermos e dos momentos em que nos vimos sem nos entendermos. Da tua mala amarela, num aeroporto quase português, à espera de tanto. ABRAÇO. Da viagem, num apego de dar dó, e do sofá da noite. Das vagens em forma de brotos de soja e da fatia de pizza partilhada com comentários às passagens bíblicas que sabias de cor. Da música que me agitava e te adormecia. Do Bono rouco, da sala sem “Fade Together”. Do jogo com cachorros e meninas de pernas altas, da chuva, do vento, das miragens. Da ponte atravessada e da fotografia que te roubei para minha. Autoria. Não reclames. Eram os mesmos olhos, os nossos, nesses dias. Ou será que nunca chegamos a ver claramente? Que raio de apelido me deste. Ponderei chamar Biscoito ao cão, mas achei que era uma afronta. À minha pessoa. Afinal, as minhas bochechas nunca te enganaram. Nem o toque. Nem o embate dos outros. Agora penso no que passou e como se teria passado, se um dia acordássemos no mesmo lado da cama. Continuo a ouvir-te, porque já te me mostrei do lado de dentro. Sabes o mapa das minhas mazelas e profetisas a próxima queda. Convenceste-me que não vale a pena. Tenho pena. Mas tens razão.
A ti, com um Bei(JU)
LM
PS- Descobre os erros...
terça-feira, 22 de abril de 2008
domingo, 20 de abril de 2008
GARDEN STATE
Inadaptado. Mas somos todos, quando lidamos com a infelicidade. O contrário é a alegria, a capacidade de encaixarmos nas situações, nos momentos, nos lugares, nas pessoas.
A história, de tão inocente e doce, faz-nos querer mergulhar no absurdo, na música dos Shins, na mota verde do avô, no jeito perdido, na piscina de água quente, na lareira aquecida com mobília de casa, no precipício do Albert, no grito enfiado em sacos do lixo. Uma espécie de rebuçado com muitas camadas a lamber, e cada uma é uma outra descoberta, até chegarmos ao fim de nós.
Não consigo não gostar. Até porque os meus olhos vidraram ao ver o Sea de Williamsburg. Sentei-me tantas vezes naquele jardim de água, onde os canos continuam à mostra. Não consigo não me sentir em casa... neste filme.
LM
sexta-feira, 18 de abril de 2008
BONSAI
Percebe-se porque é arte. É que desde o momento em que chega transforma-nos!
LM
PS- Obrigada a quem me estendeu este tapete de vida.
quinta-feira, 17 de abril de 2008
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Hasta
Voar sempre me colou. É o jeito fixador das asas que agarram as melhores ideias de novo ao corpo. Juntam-se as porções e, por mais que a manta de retalhos seja uma obra diferente, regressa-se (mais) inteiro. É um ir que renova e nos enfia a esperança dentro dos olhos. Requisitamos mais alguma coisa a um sitio que conhecemos mas que nunca será nosso. Talvez seja mesmo a não propriedade que inspira e acrescenta (ou subtrai, tanto faz). O importante é que, por mais que a conta torne a zero, nada fique como antes.
Que te deixes ir na queda e que possas voltar seguro.
Vai.
LM
terça-feira, 15 de abril de 2008
segunda-feira, 14 de abril de 2008
sexta-feira, 11 de abril de 2008
quinta-feira, 10 de abril de 2008
O LOBO
quarta-feira, 9 de abril de 2008
terça-feira, 8 de abril de 2008
TARDE
Enquanto eu subia
A beira do vestido
E deixei-me ficar
Com a pele virada
Do lado mais macio
Não chegamos cedo
Porque era tarde demais
Nas costuras abertas
Nos joelhos emudecidos
Parados no degrau
Onde calquei o vestido
Pedi-lhe ainda a mão
Caiu-me o anel
E foi assim que vi
No sítio do nó
Que nos pés não tinha chão
Mas o rosto dele feito pó
LM
A canção do Chico
Só para você
Ninguém pode saber da letra
Que você lê
A música você desfruta
Os ouvintes não
Penetra a orelha e sai por outra
Cada refrão
Se outro amor surgir um dia, a valsa perde o ar
Definha
Mas se você descabeladamente me esperar
Sozinha no breu
Pé ante pé
Abra aos poucos o coração
E deixe
Ecoar nossa canção
E feche
Venha ouvir a valsa oca
Em primeira mão
Que a luva distraída toca
No violão
O público não acredita
Crítico não crê
Na inédita canção escrita
Só pra você
Se você beijar um outro, pode se partir
A valsa
Mas se roendo-as-unhasmente me quiser ouvir
Descalça no breu
Pé ante pé
Abra o peito bem devagar
E deixe
Sete notas a vibrar
E feche
Guarde numa caixa preta
A tímida canção
No fundo falso da gaveta
Do coração
É valsa pra se ouvir por dentro
Pra se ouvir a sós
Pra não se dissipar ao vento
Com minha voz
Com minha voz
Com minha voz
Com minha voz
CHICO BUARQUE
segunda-feira, 7 de abril de 2008
sábado, 5 de abril de 2008
sexta-feira, 4 de abril de 2008
quinta-feira, 3 de abril de 2008
A (MUSE) me...
I´m FEELING GOOD in This SUPERMASSIVE BLACK HOLE, e tudo porque sou BUTTERFLIES AND HURRICANES!
PS- 6 de Junho, em Lisboa!
LM
quarta-feira, 2 de abril de 2008
When there's so many bigger things at hand...
"He walks away
The sun goes down
He takes the day but I'm grown
And in your way
In this blue shade
My tears dry on their own"
terça-feira, 1 de abril de 2008
ENTRE NÓS
"Liga-me, por favor!"
Preciso de revolver as entranhas, porque me dói. Há poucas pessoas a quem posso contar-me. Há tu! Liga-me, por favor!Preciso de perceber...me!
ELE
"Sabes que ligo"
Eis senão quando tentava explicar à Alexandra (a A senta-se ao meu lado sempre que estamos no mesmo país) que no fundo sou um rapaz frugal, descobri na resposta a natureza fundamental do teu erro: mostras as asas a mortais. Depois de mim e do verbo que então inventámos, o que esperavas? Amor? Quando muito. Bah.
ELA
"Sa(m)pa"
Tsunami- Onda ou uma série delas que ocorrem após perturbações abruptas que deslocam verticalmente a coluna de água, como um sismo, actividade vulcânica, deslocamento de terras ou gelo ou impacto de um meteorito dentro ou perto do mar…causando grande destruição.
É assim que me descreves. Tu, que me conheces do avesso, que já tocaste o sítio dos remendos e rompeste noutro lado, ajudas agora a suturar o que faltava, o que me faz falta. Vês como nos rimos do que somos, do que nos tornamos e do que vemos um no outro? Assim me lembro que este não é o último dia, nem que será tão pouco o amanhã mais derradeiro que o hoje. Mas sempre consciente que há que gastar os pés, na possibilidade que a alma se esvaia num sopro mais rápido na hora seguinte, porque ninguém sabe que hora é essa, quando vem ou se está marcada. Dizes-me que posso assustar. Digo-te que não sei como entrar sem tudo. Se não me aproximar inteira, por inteiro, não me sinto verdadeira, em verdade te digo. O conta-gotas nunca foi a minha medida, e se o princípio não é o muito, há-de ser quando, afinal? Rabear de gatos, pés de pêlo, miar assustado. Renego todo esse jeito, que não é o meu. E se não me querem assim, pois bem, que me deixem, porque é assim que quero continuar a ser!
PS- Se o Tsunami é capaz de grandes massacres, porque é que sou eu que acabo sempre desmanchada?
Gosto de ti, como sabes.
ELE
"Caetano, anda ver aquele preto que você gosta!"
Sampa- Porque és o avesso, do avesso, do avesso, do avesso.
Descrevo-te como te sei. O mar só é negro onde é mais profundo e é só um lago se não for inconstante. Só é gelado porque vence o sol. Braços de mar a favor de outro corpo e as marés são quando mergulhas no teu. O meu desprezo pelo senhor que escreve o dicionário. Patético. Digo-te que podes assustar. Dir-te-ia que não a mim, que podia ter-te sorvido de um trago. Melhor não. Apercebo-me que alguma comparação poderia, de repente, fazer-me parecer... patético ;)
ELA
"My body is a Cage"
Nunca dizes que sou perfeita. Ao contrário, atiras-me com as verrugas da alma para cima, destapas as vergonhas, inclinas-me perante os pecados. Tudo meu, claro. Podia enfurecer-me se não te soubesse de cor mas és o único que, depois de espetares o ancinho na terra árida, fazes crescer flores. Cheguei à tona. Resta-me agora reaprender a nadar. Nunca dizes que sou perfeita. Talvez por isso me faças pegar nas minhas manchas e deixá-las ao relento, para que a noite desculpe a erosão. E eu desperto depois, já na mudança. Há aquelas manchas, contudo, que são intocáveis, nódoas tingidas a quente e que nem o tal “Amor” é capaz de varrer. Mas até essas tu enfrentas, sem acusações, sem intransigências. Fazes-me gostar de mim, ver que sou, afinal, mais gente. Só posso estar grata pelo que fomos. E agora pelo que somos.
segunda-feira, 31 de março de 2008
Chamar-se saudade...
"...A Maria juntou-se à turma e ao gatinho que tinha aparecido na escola há umas semanas, com ar de fome e abandono. A professora Inês decidiu cuidar do pequeno Silvestre e todos os dias voltava a trazê-lo para a escola, para brincadeiras de novelo com os alunos. Silvestre já tinha crescido e os bigodes estavam cada vez mais fortes e compridos. Maria só não viu o Tomás, nem na sala de aula, depois da professora Inês fazer tilintar o sino tosco. Onde estaria o amigo?
O relógio seguia em frente: tique-taque, tique-taque. A Maria entristecia. Faltava-lhe o Tomás. Parecia que tinha um poço no lugar do peito. Lembrou-se então do que a mãe dizia sobre as flores:
- Quando deixam de ser mimadas, murcham, as pétalas caem, secam. É como ter saudades de alguém. Não parece tudo mais cinzento, mais feio? E vamos perdendo a cor aos poucos.
Saudade, pensou a Maria. Devia ser essa palavra que lhe tinha feito um nó no coração. SAUDADE.
Quando a cortina esconde
E as estrelas se fecham
Se não quero ser grande
E os heróis pestanejam
Isso é saudade
Quando nunca se esquece
E faz frio sem nevar
Se o colo já não basta
E apetece tanto chorar
Isso é saudade
Quando nem guloseimas
Fazem água na boca
Se o que era muito
É agora coisa pouca
Isso é saudade
Quando parece tarde
E não me lembro da voz
Quando parece longe
E longe faz ficar só
Isso é saudade
É verdade que a saudade doía. Mas não era só isso, porque no sítio onde doía também havia um espacinho de alegria, feliz por gostar, impaciente, a desejar muito um encontro. Era como se o beijo que tinha para retribuir ao Tomás se mantivesse suspenso nos lábios, em duas metades: uma arrastava os cantinhos da boca para baixo, com a distância; outra segurava-os em cima, com a esperança. E a saudade chamou pela Maria num suspiro: ai! ..."
In "De que cor é o amor" de LM
domingo, 30 de março de 2008
sábado, 29 de março de 2008
sexta-feira, 28 de março de 2008
Ausência
Falta-me o ar. Faltas-me. Pensei que me colando a ti ia conseguir colar os estilhaços. Acabei mais partida. Batida pela incerteza de que me gostes, não consigo ver a superfície. Há tanto mar, aqui. Este é negro, inconstante, gelado. Revira-me o estômago, deixa-me sem vontades, deita-me ao medo. Tira-me o ar. Falta-me o ar. Faltas-me. Projecto os braços contra o corpo, desafiando o mergulho. Não respiro: engulo. Entra-me pelas narinas, por todos os poros, pelos pêlos, cabelos, unhas. Entras. Mas faltas-me. Falta seres, falta esqueceres, falta saber que te faço falta.
LM
terça-feira, 25 de março de 2008
segunda-feira, 24 de março de 2008
domingo, 23 de março de 2008
Do I disappoint you in just being human?
Tired of being the reason the road has a shoulder
And it could be argued, why they all return to the order
Why does it always have to be chaos?
Why does it always have to be wanderlust?
Sensational
I'm gonna smash your bloody skull.
Cause, baby, no, you can't see inside
No, baby, no, you can't see my soul
Do I disappoint you?”
Rufus Wainwright
Primeiro acontece. Primeiro nem chega a acontecer. É só a imagem, o desejo, o que se imagina poder ser. Então aí sim, acontece. Morosamente até o primeiro toque, como se pede. Madurados pelo que se evita. Quando, finalmente, o desfecho da noite cabe num beijo, daqueles que se agarra com as duas mãos para que nunca fuja, tudo muda, muda sempre. Há ideias que se desfazem, fogos que se (a)pagam, candeias que enegrecem. Depois, cabe a quem se deita no beijo acender ou não a lua, continuando além ou parando por ali, na incerteza, na desilusão da falta de palavras nos intervalos ou do querer ficar mais um pouco. Aprendi a não me deixar cair por quem não quero. Pensei que tinha aprendido a não me deixar levar por quem não me quer. Será que já não dói o que passou? Parece que tenho este (d)efeito: I disappoint…
LM








