Queria que a felicidade se demorasse.
Não.
Queria que a felicidade ficasse.
Que se alongasse como uma trepadeira, aconchegando-me das unhas dos pés ao último cabelo (o único branco).
Queria que já fosse grande, adulta, e me amadurecesse como um vinho de colheita tardia.
Doce.
Muito doce.
LM
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
I MISS YOU
"I miss you
but i haven't met you yet
so special
but it hasn't happened yet
you are gorgeous
but i haven't met you yet
i remember
but it hasn't happened yet
and if you believe in dreams
or what is more important
that a dream can come true
i will meet you
i was peaking
but it hasn't happened yet
i haven't been given
my best souvenir
i miss you
but i haven't met you yet
i know your habits
but wouldn't recognize you yet
and if you believe in dreams
or what is more important
that a dream can come true
i will meet you
i'm so impatient
i can't stand the wait
when will i get my cuddle?
who are you?
i know by now that you'll arrive
by the time i stop waiting
i miss you"
BJORK
domingo, 20 de janeiro de 2008
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
domingo, 13 de janeiro de 2008
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
domingo, 6 de janeiro de 2008
A DEFINIÇÃO
Acabamos por falar de amor. Rimo-nos dele. E de nós. Nós, que não gostamos de circo, fizemos uma arena para apresentar todos os palhaços que andaram por aqui. Por nós. Tentamos disfarçar-lhes os narizes grandes. Devíamos ter vergonha. Reclamar do vermelho quando pegamos numa revista cor-de-rosa. Ficamos no artigo assinado pela psicologia. Acenas afirmativamente e consentes que leia. Mas é nas ideias dos poetas (que como os cegos sabem ver na escuridão) que acabámos a definição.
“ Era melhor teres vindo à mesma hora- disse a raposa. Se vieres, por exemplo, às quatro horas, às três já eu começo a ser feliz. E quanto mais perto for da hora, mais feliz me sentirei. Às quatro em ponto já hei-de estar toda agitada e inquieta: é o preço da felicidade! Mas se chegares a uma hora qualquer, eu nunca saberei a que horas é que hei-de começar a arranjar o meu coração, a vesti-lo e a pô-lo bonito!”
In "Principezinho "
À Marlene, companheira das horas
“ Era melhor teres vindo à mesma hora- disse a raposa. Se vieres, por exemplo, às quatro horas, às três já eu começo a ser feliz. E quanto mais perto for da hora, mais feliz me sentirei. Às quatro em ponto já hei-de estar toda agitada e inquieta: é o preço da felicidade! Mas se chegares a uma hora qualquer, eu nunca saberei a que horas é que hei-de começar a arranjar o meu coração, a vesti-lo e a pô-lo bonito!”
In "Principezinho "
À Marlene, companheira das horas
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
Numa Oitava
“Quando vires um gigante, repara bem na posição do sol, não vá acontecer que se trate da sombra de um pigmeu”
Desconheço o autor.
Mas a julgar pelas palavras sábias só pode ter vivido atento.
Depois de um fogo mais ou menos empolado pela vontade, de uma noite amena e sem calos, de um vestido que não cabia, de suspiros inaudíveis e de desejos que contrariaram a intenção inicial, fez-se a passagem.
Renovou-se o número no calendário.
Mas que importa, se todos os dias há outros que se alteram, caem e dão lugar ao seguinte? É isso.
Não pára.
O importante é não esperar e ter esperança, é não engrandecer mas ser-se grande, é não cobiçar mas querer, é saber errar e saber dizer.
O importante é descobrir a inspiração na insistência e não no instante, admirar o simples, perceber em que livros as palavras falam, em que música as notas soam. E os silêncios.
Mais importante é duvidar que tudo isto seja assim tão importante.
LM
Desconheço o autor.
Mas a julgar pelas palavras sábias só pode ter vivido atento.
Depois de um fogo mais ou menos empolado pela vontade, de uma noite amena e sem calos, de um vestido que não cabia, de suspiros inaudíveis e de desejos que contrariaram a intenção inicial, fez-se a passagem.
Renovou-se o número no calendário.
Mas que importa, se todos os dias há outros que se alteram, caem e dão lugar ao seguinte? É isso.
Não pára.
O importante é não esperar e ter esperança, é não engrandecer mas ser-se grande, é não cobiçar mas querer, é saber errar e saber dizer.
O importante é descobrir a inspiração na insistência e não no instante, admirar o simples, perceber em que livros as palavras falam, em que música as notas soam. E os silêncios.
Mais importante é duvidar que tudo isto seja assim tão importante.
LM
terça-feira, 1 de janeiro de 2008
segunda-feira, 31 de dezembro de 2007
domingo, 30 de dezembro de 2007
DA MANEIRA MAIS SIMPLES

"É apenas o começo. Só depois dói
e se lhe dá nome.
Às vezes chamam-lhe paixão. Que pode
acontecer da maneira mais simples:
umas gotas de chuva no cabelo.
Aproximas a mão, os dedos
desatam a arder inesperadamente,
recuas de medo. Aqueles cabelos,
as suas gostas de água são o começo,
apenas o começo. Antes
do fim terás de pegar no fogo
e fazeres do inverno
a mais ardente das estações."
Eugénio de Andrade
Fotografia de LM
sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
terça-feira, 25 de dezembro de 2007
segunda-feira, 24 de dezembro de 2007
RIVER
It's coming on Christmas
They're cutting down trees
They're putting up reindeer
And singing songs of joy and peace
Oh I wish I had a river I could skate away on
But it don't snow here
It stays pretty green
I'm going to make a lot of money
Then I'm going to quit this crazy scene
Oh I wish I had a river I could skate away on
I wish I had a river so long
I would teach my feet to fly
I wish I had a river I could skate away on
I made my baby cry
He tried hard to help me
You know, he put me at ease
And he loved me so naughty
Made me weak in the knees
Oh, I wish I had a river I could skate away on
I'm so hard to handle
I'm selfish and I'm sad
Now I've gone and lost the best baby
That I ever had
I wish I had a river I could skate away on
Oh, I wish I had a river so long
I would teach my feet to fly
I wish I had a river
I could skate away on
I made my baby say goodbye
It's coming on Christmas
They're cutting down trees
They're putting up reindeer
And singing songs of joy and peace
I wish I had a river I could skate away on
JONI MITCHELL
They're cutting down trees
They're putting up reindeer
And singing songs of joy and peace
Oh I wish I had a river I could skate away on
But it don't snow here
It stays pretty green
I'm going to make a lot of money
Then I'm going to quit this crazy scene
Oh I wish I had a river I could skate away on
I wish I had a river so long
I would teach my feet to fly
I wish I had a river I could skate away on
I made my baby cry
He tried hard to help me
You know, he put me at ease
And he loved me so naughty
Made me weak in the knees
Oh, I wish I had a river I could skate away on
I'm so hard to handle
I'm selfish and I'm sad
Now I've gone and lost the best baby
That I ever had
I wish I had a river I could skate away on
Oh, I wish I had a river so long
I would teach my feet to fly
I wish I had a river
I could skate away on
I made my baby say goodbye
It's coming on Christmas
They're cutting down trees
They're putting up reindeer
And singing songs of joy and peace
I wish I had a river I could skate away on
JONI MITCHELL
domingo, 23 de dezembro de 2007
sábado, 22 de dezembro de 2007
quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
A TRADIÇÃO
Uma manhã agasalhada. O cheiro a sonhos ainda anda pela casa. De pés descalços, a lembrar que é Inverno, corro para a cozinha e deixo que a cadela me morda os calcanhares. Vou à procura de uma chávena. Leite quente. Há folhas de papel rasgadas na mesa e fitas acumuladas a um canto. A árvore pisca-me o olho, aprovando os presentes. Sento-me no sofá, depois de atirar as cortinas para o lado, cruzo as pernas e acerto as meias de lã às pernas. Respira-se o silêncio na derradeira alvorada na casa. Antes da missa e dos beijos apertados aos vizinhos e à família, é aqui que se celebra o verdadeiro nascimento: dentro de mim. Como se a cada ano as forças se renovassem, os laços se apertassem, os desejos se (re)fizessem. E tudo porque é Natal.
LM, Dezembro de 2006
LM, Dezembro de 2006
quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
LOVE(D)
Embarco. O adeus (mais breve) faz-me repetir-te em imagens dos tempos que fomos só nós os dois, juntos. Encontro-te no meu ir, como se estacionar nunca fosse resposta às inquietações. Mas se gosto tanto de parar nas tuas palavras e deixar-me ficar nelas, perdurando o que nunca durou entre nós (sempre os dois) …
Decido contar-te onde estou. Perdida no aeroporto que já conheço, entre os gritos das crianças da época e o entusiasmo provocador dos crescidos que regressam. Sinto falta de fugir contigo. Íamos de mão dada, mesmo que separados, em ruas diferentes, em países opostos. Atravessávamos o mar com um beijo, aquele no canto da boca onde insistias pendurar o cigarro. Fumaste-me tantas vezes, esgotando o meu cansaço. Contigo era continuamente. Durava a vontade, a troca, o sal no corpo, o abraço faminto. A conversa num jardim escuro, com uma fatia de pizza a enganar o estômago, de madrugada. A mordida num bolo de cinema que fizemos por dividir. O telhado com estrelas e um horizonte sonhado. Os desejos em que nos enrolamos depois, temendo que nunca mais houvesse depois… era, afinal, medo o que nos consumia. Medo de ter e de perder, medo de chegar e de deixar, medo de saber que não voltaríamos ao mesmo lugar, os dois, só os dois.
O relógio não pára. Insisto bater a marcha com ele. O meu tempo é “para a frente” mas em dias como hoje, em que o gosto do avião me traz à boca a tua fronte, desisto de querer andar. Aí, só tu me fazes, de novo, apetecer ser dois. Sempre os dois.
LM
Decido contar-te onde estou. Perdida no aeroporto que já conheço, entre os gritos das crianças da época e o entusiasmo provocador dos crescidos que regressam. Sinto falta de fugir contigo. Íamos de mão dada, mesmo que separados, em ruas diferentes, em países opostos. Atravessávamos o mar com um beijo, aquele no canto da boca onde insistias pendurar o cigarro. Fumaste-me tantas vezes, esgotando o meu cansaço. Contigo era continuamente. Durava a vontade, a troca, o sal no corpo, o abraço faminto. A conversa num jardim escuro, com uma fatia de pizza a enganar o estômago, de madrugada. A mordida num bolo de cinema que fizemos por dividir. O telhado com estrelas e um horizonte sonhado. Os desejos em que nos enrolamos depois, temendo que nunca mais houvesse depois… era, afinal, medo o que nos consumia. Medo de ter e de perder, medo de chegar e de deixar, medo de saber que não voltaríamos ao mesmo lugar, os dois, só os dois.
O relógio não pára. Insisto bater a marcha com ele. O meu tempo é “para a frente” mas em dias como hoje, em que o gosto do avião me traz à boca a tua fronte, desisto de querer andar. Aí, só tu me fazes, de novo, apetecer ser dois. Sempre os dois.
LM
sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
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