segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

PERMANECER












Porque há coisas que não queremos que mudem. Há as viagens na nossa terra, a chuva que desperta em gotas fartas, o cheiro tenro da manhã, as folhas que acolchoam de cor o caminho, as mãos dadas para não escorregarmos em desesperança, o riso franco que não se esconde dos lugares habitados, o jantar saboreado a quatro-olhos. E, depois, o jornal aberto naquela página, o que foi que se comenta e o que vem que não se explica, os amigos que são amigos sem ser preciso estar, as casas que não são nossas e nos pertencem, os versos que não se dizem mas que ouvimos. O regresso. Música.

LM
Fotografias de LM e RMP

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

domingo, 13 de dezembro de 2009

Querido Pai Natal:

Diz-se por aí que estamos em crise. As notícias não são, de facto, animadoras. Há portas que se fecham e, sobretudo, sorrisos que se amarram em desespero. Há gente que trabalha de sol a sol e, mesmo assim, não consegue enfrentar as suas parcas despesas. Sei que não é por mau comportamento nem por terem errado o tempo verbal quando te fizeram o pedido deste ano. Imagino que recebas demasiadas cartas, algumas ilegíveis, outras dispensáveis. Aceito que esta seja mais uma. Mas gostava que calçasses as botas de neve, gelasses o nariz nos telhados e arregaçasses o fato vermelho para escutar (sem analogias políticas) o coração do mundo. Está doente e enfadado. Nota-se pelo clima (que aquece). Os glaciares desprendem-se de preocupação e as florestas ardem de tanto pensar. Mais: nós, animais, que corremos e concorremos, que nos matamos, desgraçamos, esmigalhamos, estamos a pisar terrenos cada vez mais incertos, areias movediças, chão de colmo, e balançamos para o lado que mais nos convém. Afundámos o barco da economia e nem Noé conseguiu socorrer-nos. Agora estamos para aqui, caídos em desespero. Os velhos encostados por serem velhos, os novos parados por serem demasiado novos. Quem nos entende? Por isso, Pai Natal, este ano gostava de te solicitar, encarecida e ardentemente, um programa computacional que decifrasse mentes alheias. Pode ser que assim perceba. Não precisa de ser um presente. É mais uma encomenda. Pago com rabanadas e sonhos arrebitados. Deixo-te na janela um copo de leite, não vá sofreres de osteoporose!
Sempre agradecida,
Eu.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

FACE IT






Fotografias de LM

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Com SAL(amanca)








Fotografias de LM e RMP

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

SPLASH





Fotografias de LM

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Texturas



Fotografias de LM

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

segunda-feira, 9 de novembro de 2009