
sábado, 16 de fevereiro de 2008
ATONEMENT

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
For JOHNNY...
"...
And the wheels just keep on turning
The drummers begin to drum
I don’t know which way I’m going
I don’t know what I’ve become
For you I’d wait till kingdom come
Until my days, my days are done
..."
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
Porque o meu amanhã é sempre hoje...
Se ainda fôssemos nós
Se ainda tivesses a idade
(dos meus sonhos)
Se ainda chegasses
Se eu ainda escurecesse
Se ainda abríssemos um grito
Se ainda me mentisses
Se eu ainda acreditasse
E então seríamos
AINDA os dois
De LM,
para ti...
De que cor é o amor?
Este beijo veio com os pãezinhos da merenda e um copo de leite quente. Este beijo chegou com pés de algodão, envergonhado. Foi o beijo que o Tomás soprou à Maria e que ela fechou na mão, até que começou a fazer cócegas nos dedos e a menina teve de o soltar na bochecha. E foi então que a bochecha corou.
Primeiro acontece
Um quase formigueiro
A dor de barriga
O frio de Janeiro
Mas logo acalma
Faz-se a Primavera
Nem quando escurece
Volta o frio que era
As flores ficam frutas
De repente é Verão
E esse é o momento
Do beijo no coração
Às vezes o Outono
Ameaça chover
Mas quem gosta não faz
Do bem malmequer
E as folhas ficam
Na árvore do peito
A lembrar que um dia
Houve um primeiro beijo
..."
In "De que cor é o amor?"
de LM
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
O que mais dói...
Os confetis e serpentinas cobrem o alcatrão, e o que restava de cinzento da ilha transformou-se numa paleta animada. Bem, nem tudo. Um santo qualquer a quem não acendi velinhas resolveu amuar e mandou chover. Não tive coragem para lhe dizer “vai tu!”, por isso lá me molhei! Há outros menos santos (ou não) que apontam para o lado e vão lendo aquilo que vemos (o que prova que a redundância já se implantou no livro de estilo dos canais portugueses) e dizem que faz sol. Como ficamos, meus senhores? Eu cá só vejo água. Deve ser da maltida dor de dentes que regressou e, na impossibilidade de comer, bebo! Ou será da ilha? Aconselharam-me cachaça, o que até acho piada por condizer com a época das fantasias e palhaçadas. Depois de uma noite de insónias e penar, decidir visitar o dentista. Nada me custa tanto. Se me querem mandar a algum lado feio é só dizer “Olha, vai para o dentista!”. Finalmente percebi a razão da resistência. Não é que o senhor de bata branca e diploma pendurado por cima da cabeça, falou, falou, falou... sempre, claro está, com escavadoras, espelhos e sorvedores de saliva enfiados na minha rica boquinha aberta até ao impossível. Escusado será dizer que me limitei a gemer, abanar a mão ou piscar os olhos (afirmativamente), já que não podia fazê-lo com a cabeça. Raio de hora, esta, em que o homem de branco comentou política, religião e futebol e eu, amarrada à dor de dentes, concordei com as mais estúpidas afirmações. Tudo porque as mãos se cravaram na cadeira à medida que ia progredindo o tratamento, impedindo o gesto brusco de “não, não acho isso”, e os olhos pestanejaram mais vezes para desprender as lágrimas que entretanto apareceram com o barulho das brocas.
Assim, este ano, decidi disfarçar-me de dor. Pode ser que alivie quando tirar a máscara!
LM
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
EASTERN PROMISES


segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
VENCE-ME
LM
“Não te disse antes para não te ofender, mas só me sinto nua quando tiro os brincos e os anéis. Por isso, mesmo que esmagues a tua boca na minha, não sou tua. Sou uma personagem. Tenho, na minha cabeça, o casaco de piqué como a Jackie Kennedy, um chapéu descaído para o lado esquerdo e enquanto me beijas, se pensas que me vences, deixa-me dizer-te que não estou aqui, estou nas compras.”
Patricia Reis, in BEIJA*ME
sábado, 26 de janeiro de 2008
CONTROL
Miles Davis by Anton Corbijn
Sam Riley as Ian Curtis By Anton CorbijnPerdemos a sequência de abertura, tudo por culpa da sobremesa: bananas caramelizadas com cerveja tango! A entrada já às escuras, no último cinema onde pensava encontrar esta história. Sem ironias.
Preto e branco. Um impressionante recorte de luz a tirar a opacidade de Manchester dos anos 70. Dizer que a imagem é poética é fácil. Eu prefiro pensar que ela é “irremediavelmente minha”, como Miles Davis a apertar a própria cara, e a dar-nos uns olhos impetuosos, irrigados de vida.
Se Ian Curtis era assim, como se conta, não sei, mas este que me contaram fez-me querer estar perto, tocar-lhe no ombro e trazê-lo aos dias menos cinzentos, sem “HATE” escrito nas costas do casaco, sem choros de doença, sem empregos falsos, sem salas vazias ou guerras domésticas.
Deixa-me dizer-te, Ian, que o sucesso não está no declínio, mesmo que para ti isso fosse verdade, nem é preciso sofrer para escrever. Se precisavas de lágrimas tinhas dito. Há um mar aqui bem perto.
E assim nasce o mito.
LM
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
Dizias?
Não.
Queria que a felicidade ficasse.
Que se alongasse como uma trepadeira, aconchegando-me das unhas dos pés ao último cabelo (o único branco).
Queria que já fosse grande, adulta, e me amadurecesse como um vinho de colheita tardia.
Doce.
Muito doce.
LM
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
I MISS YOU
"I miss you
but i haven't met you yet
so special
but it hasn't happened yet
you are gorgeous
but i haven't met you yet
i remember
but it hasn't happened yet
and if you believe in dreams
or what is more important
that a dream can come true
i will meet you
i was peaking
but it hasn't happened yet
i haven't been given
my best souvenir
i miss you
but i haven't met you yet
i know your habits
but wouldn't recognize you yet
and if you believe in dreams
or what is more important
that a dream can come true
i will meet you
i'm so impatient
i can't stand the wait
when will i get my cuddle?
who are you?
i know by now that you'll arrive
by the time i stop waiting
i miss you"
BJORK
domingo, 20 de janeiro de 2008
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
domingo, 13 de janeiro de 2008
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
domingo, 6 de janeiro de 2008
A DEFINIÇÃO
“ Era melhor teres vindo à mesma hora- disse a raposa. Se vieres, por exemplo, às quatro horas, às três já eu começo a ser feliz. E quanto mais perto for da hora, mais feliz me sentirei. Às quatro em ponto já hei-de estar toda agitada e inquieta: é o preço da felicidade! Mas se chegares a uma hora qualquer, eu nunca saberei a que horas é que hei-de começar a arranjar o meu coração, a vesti-lo e a pô-lo bonito!”
In "Principezinho "
À Marlene, companheira das horas
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
Numa Oitava
Desconheço o autor.
Mas a julgar pelas palavras sábias só pode ter vivido atento.
Depois de um fogo mais ou menos empolado pela vontade, de uma noite amena e sem calos, de um vestido que não cabia, de suspiros inaudíveis e de desejos que contrariaram a intenção inicial, fez-se a passagem.
Renovou-se o número no calendário.
Mas que importa, se todos os dias há outros que se alteram, caem e dão lugar ao seguinte? É isso.
Não pára.
O importante é não esperar e ter esperança, é não engrandecer mas ser-se grande, é não cobiçar mas querer, é saber errar e saber dizer.
O importante é descobrir a inspiração na insistência e não no instante, admirar o simples, perceber em que livros as palavras falam, em que música as notas soam. E os silêncios.
Mais importante é duvidar que tudo isto seja assim tão importante.
LM






